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Secretário dos EUA não descarta operação para capturar presidente de Cuba

Por Junior Melo

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que “todas as opções estão sobre a mesa” ao ser questionado sobre uma possível operação militar contra Cuba para capturar o presidente Miguel Díaz-Canel. A declaração foi feita durante visita ao Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM), na Flórida.

Pentágono evita descartar ação militar

Durante conversa com jornalistas, Hegseth foi perguntado se o Departamento de Defesa considera uma operação de “capturar ou matar” o líder cubano, semelhante a ações recentes conduzidas pelos Estados Unidos em outros países. Em resposta, o secretário afirmou que o Pentágono trabalha constantemente com diferentes cenários e possibilidades.

“Temos opções por todos os lados”, declarou o chefe da Defesa norte-americana, acrescentando que o papel das Forças Armadas é planejar alternativas para eventual decisão do presidente dos Estados Unidos.

Pressão sobre o governo cubano

Hegseth também afirmou que o governo cubano enfrenta forte pressão política e econômica. Segundo ele, as autoridades da ilha precisam tomar decisões importantes diante do atual cenário e podem cometer erros sob pressão.

As declarações ocorrem em meio ao endurecimento da política externa da administração de Donald Trump em relação a Cuba. Nos últimos meses, Washington ampliou sanções econômicas contra o governo cubano e reforçou a pressão diplomática sobre Havana.

Relação entre EUA e Cuba vive momento de tensão

A fala do secretário de Defesa aumenta a tensão entre os dois países, que atravessam um período de forte desgaste nas relações diplomáticas. Recentemente, integrantes do governo norte-americano classificaram Cuba como uma preocupação estratégica para a segurança regional e ampliaram medidas de restrição econômica contra a ilha.

Apesar das declarações contundentes, o governo dos Estados Unidos não anunciou oficialmente qualquer operação militar contra Cuba nem confirmou a existência de um plano concreto para capturar Miguel Díaz-Canel. Até o momento, a posição oficial segue sendo a de que diferentes alternativas permanecem disponíveis para eventual decisão da Casa Branca.

 

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