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Espanha chega à final da Copa com meio dominante e artilheiro discreto

Finalista da Copa do Mundo, Espanha conta com meio-campo decisivo e artilheiro que marca gols, mas permite que companheiros brilhem

A seleção da Espanha encara neste domingo (19/7) o último obstáculo na busca pelo bicampeonato na Copa do Mundo. A Fúria disputa a final do torneio contra a Argentina, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Rodri, jogador da Espanha, no confronto diante da França pela Copa do MundoElenco da Espanha comemora classificação à final da Copa do Mundo

A equipe do técnico Luis de la Fuente conta com o poder do meio-campo dominador, que se tornou característica do time desde que o treinador assumiu o comando.

Nas sete partidas disputadas até aqui, a Espanha buscou ditar o ritmo dos jogos, com troca de passes. A estratégia passa por uma trinca de meias que sabem o que fazer com a bola nos pés: Rodri, Dani Olmo e Fabian Ruiz. Além disso, Pedri também esteve em campo na maioria dos jogos.

O desempenho do meio-campo espanhol reflete no domínio da equipe dentro dos gramados. No Mundial, até o momento, a média de posse de bola está em 63,7%.

Todo o trabalho dos meias em controlar o jogo se traduz em um rendimento melhor de zagueiros e atacantes. A Espanha tomou apenas um gol durante toda a Copa do Mundo. Além disso, balançou as redes em 13 oportunidades.

A cadência do time espanhol se deve a um fator importante: a manutenção de jogadores. Dos 26 convocados, 12 estiveram nos Jogos Olímpicos de 2020 e 2024, o que indica a construção de uma equipe que se conhece bem.

O artilheiro discreto

Na seleção da Espanha, a expectativa era que Lamine Yamal assumisse a responsabilidade. No entanto, esse papel é de Mikel Oyarzabal. O atacante da Real Sociedad chegou pouco badalado, mas anotou cinco gols na Copa do Mundo.

O camisa 21 tem a confiança de Luis de la Fuente e disputa o Mundial pela primeira vez. É ele quem comanda o setor ofensivo, que conta ainda com a verticalidade de Yamal pela direita e Baena pela esquerda.

A escolha por Oyarzabal é clara: apesar dos gols, o atacante de 29 anos consegue recuar para atrair os defensores, o que permite a passagem dos pontas, gerando perigo para o adversário.

 

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