{"id":17159,"date":"2023-08-14T08:50:57","date_gmt":"2023-08-14T11:50:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/?p=17159"},"modified":"2023-08-14T08:50:57","modified_gmt":"2023-08-14T11:50:57","slug":"bomba-justica-do-trabalho-nao-reconhece-decisao-do-stf-e-ministro-veem-afronta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/bomba-justica-do-trabalho-nao-reconhece-decisao-do-stf-e-ministro-veem-afronta\/","title":{"rendered":"BOMBA: Justi\u00e7a do Trabalho n\u00e3o reconhece decis\u00e3o do STF e ministro veem afronta"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-17160\" src=\"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BOMBA-Justica-do-Trabalho-nao-reconhece-decisao-do-STF-e-ministro-veem-afronta-300x163.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"163\" srcset=\"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BOMBA-Justica-do-Trabalho-nao-reconhece-decisao-do-STF-e-ministro-veem-afronta-300x163.png 300w, https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/BOMBA-Justica-do-Trabalho-nao-reconhece-decisao-do-STF-e-ministro-veem-afronta.png 499w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Justi\u00e7a do Trabalho dribla a jurisprud\u00eancia do STF (Supremo Tribunal Federal). Ju\u00edzes defendem a carteira assinada, enquanto ministros do Supremo derrubam decis\u00f5es contra as chamadas terceiriza\u00e7\u00e3o, pejotiza\u00e7\u00e3o e uberiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Trata-se de contratos al\u00e9m do previsto na CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho). Ap\u00f3s o STF reconhecer a terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita, ministros negam v\u00ednculo de emprego a profissionais que atuam como pessoas jur\u00eddicas \u2014os &#8220;PJs&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1 casos ainda que envolvem m\u00e9dicos, advogados, corretores de im\u00f3veis, al\u00e9m de franqueados e motoristas de aplicativo. Para ministros do STF, magistrados do trabalho ignoram precedentes da corte de cumprimento obrigat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Senten\u00e7as de ju\u00edzes, desembargadores e integrantes do TST (Tribunal Superior do Trabalho), consideradas ultrapassadas e afrontosas, passaram a ser cassadas. Procurado, o TST n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n<p>A Anamatra (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Magistrados da Justi\u00e7a do Trabalho) diz que a jurisprud\u00eancia n\u00e3o \u00e9 ignorada, alerta para fraudes e afirma que decis\u00f5es do STF causam &#8220;abalo&#8221;.<\/p>\n<p>No dia 1\u00ba de agosto, Gilmar Mendes mandou recado: &#8220;Ao fim e ao cabo, a engenharia social que a Justi\u00e7a do Trabalho tem pretendido realizar n\u00e3o passa de uma tentativa in\u00f3cua de frustrar a evolu\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O ministro cassou o v\u00ednculo de emprego entre uma advogada associada e um escrit\u00f3rio, o que implicava direitos como f\u00e9rias e 13\u00ba sal\u00e1rio. A a\u00e7\u00e3o corre no TRT-3 (Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o), de Minas Gerais.<\/p>\n<p>O Supremo tem recebido reclama\u00e7\u00f5es contra senten\u00e7as trabalhistas, como a julgada por Gilmar e tamb\u00e9m pelas Primeira e Segunda Turmas. No recurso, uma das partes se queixa de uma decis\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 jurisprud\u00eancia da corte.<\/p>\n<p>Os casos chegam ao STF de todo o pa\u00eds, sobretudo de estados com os maiores TRTs (Tribunais Regionais do Trabalho), como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Foram derrubadas tamb\u00e9m decis\u00f5es do TST.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o adotada pela decis\u00e3o reclamada [do TRT-3] acabou por contrariar os resultados produzidos nos paradigmas invocados, a sugerir, consequentemente, o restabelecimento da autoridade desta corte<\/p>\n<p>Na senten\u00e7a deste m\u00eas, Gilmar reitera posicionamento de que, na sua avalia\u00e7\u00e3o, a corte trabalhista &#8220;tem colocado s\u00e9rios entraves a op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas chanceladas pelo Executivo e pelo Legislativo&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo ele, &#8220;a inseguran\u00e7a jur\u00eddica e o embate institucional entre um tribunal superior e o poder pol\u00edtico&#8221; levam a &#8220;resultados que n\u00e3o contribuem em nada para os avan\u00e7os econ\u00f4micos e sociais&#8221;.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o reclamada ofendeu o decidido nos paradigmas invocados nos quais se reconheceu a licitude de outras formas de organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e de pactua\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho<\/p>\n<p>Antes de Gilmar, em maio, o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o para o desrespeito ao STF, em reclama\u00e7\u00e3o contra o TST e o TRT-14, que engloba Rond\u00f4nia e Acre. Mais uma vez, o caso envolve a rela\u00e7\u00e3o entre uma advogada aut\u00f4noma e um escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;A decis\u00e3o reclamada ofendeu o decidido nos paradigmas invocados [jurisprud\u00eancia] nos quais se reconheceu a licitude de outras formas de organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e de pactua\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho&#8221;, diz Barroso.<\/p>\n<p>J\u00e1 uma decis\u00e3o de Alexandre de Moraes causou rebuli\u00e7o na \u00e1rea trabalhista, em maio. Ele derrubou o v\u00ednculo de emprego entre um motorista de aplicativo e uma plataforma, al\u00e9m de remeter o processo \u00e0 Justi\u00e7a comum.<\/p>\n<p>De acordo com o ministro, &#8220;verifica-se a posi\u00e7\u00e3o reiterada da corte [Supremo] no sentido da permiss\u00e3o constitucional de formas alternativas da rela\u00e7\u00e3o de emprego&#8221;.<\/p>\n<p>Ministra e ex-presidente do TST, Maria Cristina Peduzzi afirma que o STF tem captado os impactos do desenvolvimento tecnol\u00f3gico e o surgimento de novos tipos de trabalhadores, que demandam prote\u00e7\u00e3o legal al\u00e9m da CLT.<\/p>\n<p>&#8220;A dificuldade para estabelecer a natureza jur\u00eddica desses novos v\u00ednculos e a tradi\u00e7\u00e3o de se presumir, na Justi\u00e7a do Trabalho, que \u00e9 empregado quem trabalha, at\u00e9 prova em contr\u00e1rio, vem gerando vivo debate, inclusive quanto \u00e0 compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho&#8221;, diz Peduzzi.<\/p>\n<p>Para a ex-presidente do TST, a decis\u00e3o de Moraes em rela\u00e7\u00e3o ao caso da uberiza\u00e7\u00e3o &#8220;tem justificativa nesse contexto e nessa realidade&#8221;.<\/p>\n<p>No STF, por\u00e9m, h\u00e1 diverg\u00eancias e at\u00e9 mudan\u00e7as de entendimento. Luiz Fux, por exemplo, voltou atr\u00e1s em um caso sobre pejotiza\u00e7\u00e3o. Edson Fachin e Rosa Weber, por sua vez, defendem, nos casos avaliados por eles, manter as decis\u00f5es trabalhistas contra a pejotiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No fim de junho, Fachin foi voto vencido na Segunda Turma durante a an\u00e1lise de uma reclama\u00e7\u00e3o contra o v\u00ednculo de emprego entre um m\u00e9dico e um hospital de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;Constata-se que a discuss\u00e3o acerca da possibilidade do reconhecimento de v\u00ednculo do obreiro diretamente com a empresa contratante no caso da constata\u00e7\u00e3o do uso de pessoa jur\u00eddica com o fito de mascarar a rela\u00e7\u00e3o de emprego e, com isso, fraudar a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, como na hip\u00f3tese dos autos, n\u00e3o foi analisada no julgamento da ADPF [a\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental] 324 [que reconheceu a terceiriza\u00e7\u00e3o]&#8221;, escreve Fachin.<\/p>\n<p>O colegiado derrubou, ao fim, o v\u00ednculo de emprego.<\/p>\n<p>Advogado no caso e professor titular aposentado de direito do trabalho da USP, Nelson Mannrich diz que a decis\u00e3o da Segunda Turma traz seguran\u00e7a jur\u00eddica e se alinha a precedentes tamb\u00e9m da Primeira.<\/p>\n<p>Ele destaca que os ministros citam a tese da ADPF 324, que trata da terceiriza\u00e7\u00e3o, e o tema 725, que, em um recurso extraordin\u00e1rio com repercuss\u00e3o geral \u2014que deve ser seguida em outras a\u00e7\u00f5es sobre o assunto\u2014, reconheceu l\u00edcita &#8220;qualquer forma de divis\u00e3o do trabalho entre pessoas jur\u00eddicas distintas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Como parte significativa da Justi\u00e7a do Trabalho insiste em ignorar as mudan\u00e7as que v\u00eam ocorrendo, coube ao STF reconhecer a exist\u00eancia e legitimidade de diferentes formas de trabalho&#8221;, afirma Mannrich.<\/p>\n<p>De acordo com ele, se constatada a fraude trabalhista, a terceiriza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 considerada nula. No entanto, h\u00e1 a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova.<\/p>\n<p>&#8220;O que muda \u00e9 que, no novo paradigma desenhado pelo STF, a presun\u00e7\u00e3o se opera em favor da licitude, n\u00e3o mais da fraude&#8221;, diz. &#8220;A mensagem do STF \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho \u00e9 clara: existe trabalho digno sob outras formas jur\u00eddicas.&#8221;<\/p>\n<h4>ENVIO DE CASOS PARA VARAS COMUNS PREOCUPA ADVOGADOS<\/h4>\n<p>A quest\u00e3o da compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho preocupa advogados e ju\u00edzes. Desde a reforma do Judici\u00e1rio, em 2004, a Constitui\u00e7\u00e3o passou a dizer que cabe a esse ramo da Justi\u00e7a analisar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>Antes, pelo texto de 1988, a compet\u00eancia restringia-se \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de emprego. Ao longo dos anos, por\u00e9m, temas reivindicados pela Justi\u00e7a do Trabalho migraram para a Justi\u00e7a comum.<\/p>\n<p>Moraes, por exemplo, fez isso no caso do motorista de aplicativo. Por\u00e9m, a decis\u00e3o monocr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 vinculante.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, entidades como a OAB-SP e OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil &#8211; Seccionais de S\u00e3o Paulo e do Distrito Federal) divulgaram notas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>&#8220;A decis\u00e3o monocr\u00e1tica proferida na reclama\u00e7\u00e3o constitucional compromete a pr\u00f3pria exist\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho&#8221;, diz o documento assinado pelo presidente da OAB-DF, D\u00e9lio Lins e Silva J\u00fanior.<\/p>\n<p>Ao lado de mais oito entidades da advocacia, a OAB-SP afirma vir a p\u00fablico para &#8220;externar perplexidade&#8221;. A decis\u00e3o, de acordo com signat\u00e1rios, denota &#8220;preocupante tentativa de esvaziamento da Justi\u00e7a do Trabalho&#8221;.<\/p>\n<p>Negar o v\u00ednculo de emprego, para Ricardo Calcini, professor, advogado e s\u00f3cio-diretor do Calcini Advogados, n\u00e3o deveria implicar a rejei\u00e7\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p>Segundo ele, a atual jurisprud\u00eancia tem levado, no entanto, a um novo olhar sobre o direito do trabalho. &#8220;Esse movimento, ao que tudo indica, afastar\u00e1 o cl\u00e1ssico enquadramento pelo v\u00ednculo empregat\u00edcio&#8221;, afirma Calcini.<\/p>\n<p>Contudo, para o professor, em casos de fraude, deve-se estabelecer a rela\u00e7\u00e3o de emprego, sendo exce\u00e7\u00e3o apenas os casos julgados pelo STF.<\/p>\n<p>De acordo com Calcini, existe hoje um perfil liberal na economia na corte em detrimento da vis\u00e3o da Justi\u00e7a do Trabalho, considerada mais protetiva. Para ele, h\u00e1 ru\u00eddos, e os casos ainda poder\u00e3o chegar ao plen\u00e1rio do Supremo.<\/p>\n<h4>DECIS\u00d5ES DO SUPREMO CAUSAM ABALO, DIZ PRESIDENTE DE ASSOCIA\u00c7\u00c3O DE JU\u00cdZES<\/h4>\n<p>Decis\u00f5es em s\u00e9rie do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o reconhecimento de v\u00ednculo de emprego p\u00f5em a Anamatra (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Magistrados da Justi\u00e7a do Trabalho) em alerta.<\/p>\n<p>&#8220;Isso tudo significa um grande abalo na Justi\u00e7a do Trabalho, que tem sua compet\u00eancia definida pela Constitui\u00e7\u00e3o e que possui relevante fun\u00e7\u00e3o social&#8221;, afirma Luciana Conforti, presidente da entidade.<\/p>\n<p>Em casos como o da decis\u00e3o de Alexandre de Moraes, que derrubou o v\u00ednculo de emprego de motorista de aplicativo e remeteu a a\u00e7\u00e3o \u00e0 Justi\u00e7a comum, a ju\u00edza diz que a reclama\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o instrumento mais adequado para contesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para ela, a Justi\u00e7a do Trabalho &#8220;n\u00e3o pode ter a compet\u00eancia restringida por situa\u00e7\u00f5es que absolutamente n\u00e3o dizem respeito a precedentes vinculantes do STF, principalmente por reclama\u00e7\u00f5es constitucionais&#8221;.<\/p>\n<p>Conforti, em posicionamento enviado via assessoria de imprensa, nega que ju\u00edzes, desembargadores e ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho) ignorem a jurisprud\u00eancia do Supremo sobre a terceiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Os magistrados do trabalho decidem em conformidade estrita com os precedentes vinculantes do STF. Em raz\u00e3o disso, n\u00e3o se questiona mais a legalidade da terceiriza\u00e7\u00e3o em atividade-fim&#8221;, diz a ju\u00edza.<\/p>\n<p>Segundo ela, \u00e9 leg\u00edtimo a Justi\u00e7a do Trabalho declarar a ilegalidade de contratos. &#8220;Na decis\u00e3o do STF sobre a terceiriza\u00e7\u00e3o, foi deixado claro nos fundamentos que casos de fraude continuariam a ser apreciados&#8221;, afirma Conforti.<\/p>\n<p>Cabe ainda ao ramo especializado do Judici\u00e1rio, de acordo com ela, avaliar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho, al\u00e9m das de emprego.<\/p>\n<p>&#8220;A principal quest\u00e3o \u00e9 que, em muitas dessas decis\u00f5es do STF, o precedente da terceiriza\u00e7\u00e3o tem sido o principal fundamento para afastar a compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho, o que, em nenhum momento, ficou decidido quando do pronunciamento vinculante de que n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o para a terceiriza\u00e7\u00e3o de atividade-fim&#8221;, diz a presidente da Anamatra.<\/p>\n<p>Conforti afirma, por\u00e9m, que o Supremo exerce nesses casos &#8220;o seu livre convencimento motivado, com base na sua interpreta\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o e das leis do pa\u00eds, do mesmo modo que os tribunais e ju\u00edzes do trabalho em suas respectivas decis\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>A ju\u00edza destaca ainda as decis\u00f5es divergentes na corte. Em rela\u00e7\u00e3o ao posicionamento de Moraes sobre a uberiza\u00e7\u00e3o, ela afirma que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 um precedente vinculante direto neste caso&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, diante dos recados do STF, a presidente da associa\u00e7\u00e3o de magistrados diz que \u00e9 necess\u00e1rio se aproximar institucionalmente da corte. A ideia \u00e9 melhorar a rela\u00e7\u00e3o com o Supremo.<\/p>\n<p>&#8220;Procuraremos o estreitamento de la\u00e7os com o STF e a abertura do di\u00e1logo, a fim de afastar qualquer risco de inseguran\u00e7a jur\u00eddica e para a preserva\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia da Justi\u00e7a do Trabalho e autoridade de suas decis\u00f5es&#8221;, diz Conforti.<\/p>\n<p><strong>Folha de SP<\/strong><\/p>\n<div>\n<blockquote data-twitter-extracted-i1690120635208376966=\"true\">\n<div class=\"pure-u-1\">\n<div class=\"single-page__related\">\n<div>\n<div>\n<div id=\"terra-631827804\" class=\"terra-conteudo\">\n<div id=\"aswift_3_host\" tabindex=\"0\" title=\"Advertisement\" aria-label=\"Advertisement\">\n<div id=\"aswift_3_host\">\n<div id=\"terra-818450757\" class=\"terra-post\">\n<div id=\"aswift_3_host\">\n<div id=\"aswift_3_host\" tabindex=\"0\" title=\"Advertisement\" aria-label=\"Advertisement\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"aswift_3\" src=\"https:\/\/googleads.g.doubleclick.net\/pagead\/ads?client=ca-pub-1867025325766476&amp;output=html&amp;h=280&amp;adk=2886104892&amp;adf=2229015579&amp;pi=t.aa~a.2924536900~rp.4&amp;w=848&amp;fwrn=4&amp;fwrnh=100&amp;lmt=1664796045&amp;rafmt=1&amp;to=qs&amp;pwprc=9922718127&amp;psa=1&amp;format=848x280&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.guiafacilbrasil.com.br%2Fresultado%3Fbuscar%3Dmedicos%26page%3D4&amp;fwr=0&amp;pra=3&amp;rpe=1&amp;resp_fmts=3&amp;wgl=1&amp;fa=40&amp;dt=1664796045160&amp;bpp=4&amp;bdt=1396&amp;idt=-M&amp;shv=r20220928&amp;mjsv=m202209270101&amp;ptt=9&amp;saldr=aa&amp;abxe=1&amp;cookie=ID%3D7f4ab2fd29c398a0-22d262d1f17e0035%3AT%3D1663500202%3ART%3D1663500202%3AS%3DALNI_MYa-hAvjFB_7uPQKiM-G8CHc9Y1Kg&amp;gpic=UID%3D0000096c65e8b28b%3AT%3D1663500202%3ART%3D1664795401%3AS%3DALNI_Mb97AP82UDyK2n1otr9R9JK14bXKQ&amp;prev_fmts=0x0%2C263x600%2C1005x124&amp;nras=3&amp;correlator=8386473302186&amp;frm=20&amp;pv=1&amp;ga_vid=1874506523.1663500216&amp;ga_sid=1664796044&amp;ga_hid=1915970878&amp;ga_fc=1&amp;u_tz=-180&amp;u_his=7&amp;u_h=900&amp;u_w=1600&amp;u_ah=860&amp;u_aw=1600&amp;u_cd=24&amp;u_sd=1&amp;adx=222&amp;ady=1380&amp;biw=1583&amp;bih=775&amp;scr_x=0&amp;scr_y=510&amp;eid=44759876%2C44759927%2C44759837%2C42531705%2C44768832%2C31069993&amp;oid=2&amp;pvsid=3481426357853475&amp;tmod=1327846035&amp;nvt=1&amp;ref=https%3A%2F%2Fwww.guiafacilbrasil.com.br%2Fresultado%3Fbuscar%3Dmedicos%26page%3D3&amp;eae=0&amp;fc=1920&amp;brdim=-8%2C-8%2C-8%2C-8%2C1600%2C0%2C1616%2C876%2C1600%2C775&amp;vis=1&amp;rsz=%7C%7Cs%7C&amp;abl=NS&amp;fu=128&amp;bc=31&amp;ifi=4&amp;uci=a!4&amp;btvi=2&amp;fsb=1&amp;xpc=fUuUrPLpta&amp;p=https%3A\/\/www.guiafacilbrasil.com.br&amp;dtd=51\" name=\"aswift_3\" width=\"848\" height=\"280\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" sandbox=\"allow-forms allow-popups allow-popups-to-escape-sandbox allow-same-origin allow-scripts allow-top-navigation-by-user-activation\" data-google-container-id=\"a!4\" data-load-complete=\"true\" data-google-query-id=\"CJK5hMb4w_oCFVWw0QQd7f0BIA\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<div id=\"aswift_3_host\" tabindex=\"0\" title=\"Advertisement\" aria-label=\"Advertisement\"><strong>Terrabrasil <\/strong>\u2013 <a href=\"http:\/\/Guiafacilbrasil.com.br\/blog\/\">\u00a0GuiaFacilBrasil.com.br\/blo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o. A Justi\u00e7a do Trabalho dribla a jurisprud\u00eancia do STF (Supremo Tribunal Federal). Ju\u00edzes defendem a carteira assinada, enquanto ministros do Supremo derrubam decis\u00f5es contra as chamadas terceiriza\u00e7\u00e3o, pejotiza\u00e7\u00e3o e uberiza\u00e7\u00e3o. Trata-se de contratos al\u00e9m do previsto na CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho). Ap\u00f3s o STF reconhecer a terceiriza\u00e7\u00e3o irrestrita, ministros negam v\u00ednculo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17160,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17159"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17159"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17159\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17161,"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17159\/revisions\/17161"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17160"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.guiafacilbrasil.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}