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Quebra de sigilo expõe atritos entre André Mendonça e Paulo Gonet no caso Banco Master

Por Junior Melo

A retirada do sigilo de documentos da investigação sobre o Banco Master revelou divergências entre o ministro do STF André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante a condução da Operação Compliance Zero.

Os documentos mostram que a Procuradoria-Geral da República contestou medidas cautelares solicitadas pela Polícia Federal, incluindo pedidos de prisão, sob o argumento de que não havia demonstração de perigo iminente que justificasse as ações naquele momento.

Mendonça rejeitou os pedidos da PGR para adiar as medidas e afirmou que havia riscos à ordem pública e à integridade de pessoas ligadas às investigações, mantendo as decisões adotadas no processo.

O material também registra divergências sobre a condução da investigação, o acesso às provas, a cadeia de custódia dos documentos e os limites de atuação entre o STF, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

Na última semana, a relatoria do caso deixou o gabinete de André Mendonça e passou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que assumiu a condução do processo relacionado às investigações do Banco Master.

 

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