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Candidata de direita Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica no primeiro turno

Neste domingo (1/2), a eleição de Laura Fernández como presidente da Costa Rica marca um ponto de inflexão no cenário político do país, ao consolidar a continuidade do grupo governista em meio a preocupações com segurança pública, cansaço em relação a escândalos de corrupção e expectativas sobre uma possível mudança de ciclo institucional.

Quem é Laura Fernández, nova presidente da Costa Rica?

Laura Fernández é uma política de direita que ganhou projeção nacional pela proximidade com o presidente cessante, Rodrigo Chávez, de quem foi chefe de gabinete e protegida política. Filha de Esparza, na província costeira de Puntarenas, ampliou sua base em áreas com forte rejeição à velha classe política.

Na campanha, apresentou-se como continuidade das políticas de segurança de Chávez, com discurso duro contra o crime, propostas de tom populista e narrativa anti-establishment. As informações disponíveis destacam seu papel no Executivo, sem detalhar cargos eletivos anteriores em nível nacional.

Como foi a vitória eleitoral de Laura Fernández?

Com quase metade dos votos válidos e 88,43% das urnas apuradas, Fernández superou com folga o mínimo de 40% exigido para vencer no primeiro turno e evitou o segundo turno previsto para 5 de abril. O resultado confirmou as pesquisas de intenção de voto e consolidou o projeto do atual grupo governista.

Em seu discurso de vitória em San José, a presidente eleita prometeu uma transformação “profunda e irreversível” na estrutura política da Costa Rica. Ela também indicou que manterá Chávez como figura central de seu governo, reforçando a percepção de continuidade e levantando debates sobre concentração de poder.

O que muda na política interna com a nova presidente da Costa Rica?

Ao declarar que pretende inaugurar uma “terceira república”, Laura Fernández sugere o início de uma nova era política, distinta da segunda república pós-1948. A expressão, porém, tem caráter sobretudo retórico e qualquer alteração constitucional exigirá trâmites legais e amplos acordos institucionais no Congresso.

No Legislativo, o Partido Soberano do Povo deve conquistar cerca de 30 das 57 cadeiras, fortalecendo de forma inédita sua representação. Embora não alcance sozinho a super maioria para reformas constitucionais profundas, a nova correlação de forças tende a facilitar leis alinhadas à agenda de segurança e reformas internas.

Por que a segurança pública foi decisiva nas eleições?

A eleição de Laura Fernández presidente da Costa Rica está diretamente ligada ao aumento da criminalidade durante o governo Chávez, quando os homicídios atingiram recordes históricos. Mesmo assim, o presidente manteve alta aprovação, em torno de 58%, indicando apoio à abordagem rígida contra o crime, apesar da violência crescente.

Depoimentos de eleitores mostram migração de votos de partidos tradicionais, como o Partido de Libertação Nacional, para o campo de Fernández, em busca de estabilidade e respostas rápidas à insegurança. Mulheres jovens relataram maior medo ao circular nas cidades, citando assassinatos e feminicídios, enquanto setores sociais cobram preservação do sistema público de saúde como patrimônio nacional.

Qual é o impacto regional da vitória de Laura Fernández?

A vitória de Laura Fernández se insere em uma sequência recente de ascensão de lideranças de direita na América Latina, associadas a discursos firmes em segurança e críticas às elites tradicionais. No caso costa-riquenho, a novidade chama atenção porque o país é visto como uma das democracias mais estáveis da região.

Diante desse cenário, diferentes atores políticos e institucionais acompanham a transição com atenção especial para alguns pontos-chave:

  • Como o governo conciliará endurecimento na segurança com preservação de direitos civis e serviços públicos.
  • O impacto de uma maioria relativa no Congresso na tramitação de reformas políticas e institucionais.
  • A forma como organismos multilaterais e investidores reagirão ao discurso de “terceira república”.
  • O efeito simbólico da experiência costa-riquenha sobre debates em outros países da América Central.

 

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